O Ataque dos Percevejos Malditos - Parte 2 - Final
Robson já estava com a mão na maçaneta da janela, quando teve um ímpeto de dar uma olhadela para o lado de fora. Colocou a cabeça para fora da janela lentamente, e o que viu o deixou aterrorizado. A sacada havia mudado de cor, devido à enorme infestação de percevejos. Havia uma quatidade assustadora daqueles insetos, e todos pareciam dirigir-se à janela do quarto, prontos para invadirem o apartamento de Elizabeth. Robson fechou de supetão a janela, e olhou apavorado em direção às paredes. Havia muitos percevejos dentro do quarto, e seria muito difícil tirá-los dali sem que outros entrassem. Foi quando Robson ouviu um grito agudo, que sabia ser de Elizabeth. Correu em direção ao grito, e encontrou sua namorada na sala, coberta de percevejos dos pés à cabeça. Os animais tentavam entrar pela boca e ouvidos de Elizabeth, enquanto Robson olhava estarrecido aquela cena bizarra. Correu para cima de Elizabeth, e começou a espantar os percevejos, a partir do rosto. À medida em que Robson esmagava os percevejos, o cheiro nauseante que eles emanavam ia piorando, a ponto de causar ânsias de vômito no casal. Quando já havia tirado e matado praticamente todos os insetos que atacavam sua namorada, Robson resolveu olhar em direção à janela da sala, para ver se os insetos que estavam do lado de fora do apartamento já haviam ido embora. Notou que a parte exterior da janela estava repleta de percevejos, que se moviam freneticamente em busca de uma entrada para o apartamento. Robson e Elizabeth sentaram-se no colchão que servia como sofá da sala, e se abraçaram. Rezavam para que tudo aquilo acabasse, e os percevejos fossem embora e os deixassem em paz. Subitamente, um ruído diferente fez-se ouvir no ar. Robson e Elizabeth levantaram-se do sofá, visivelmente apavorados. Era um som como um farfalhar de grandes asas, vindo da sacada do quarto. Dirigiram-se lentamente ao quarto, olhando em direção à janela. Estava tudo escuro do lado de fora, e não se podia enxergar de forma clara o que acontecia na sacada do apartamento. Foi então que o casal ouviu um baque forte na janela, seguido do nítido som de vidro trincando. Algo grande havia batido vigorosamente na janela da sacada, e Robson e Elizabeth tentavam sem sucesso entender o que estava acontecendo. Foi quando o vidro da janela finalmente espatifou-se no chão do quarto, após um segundo baque, e o casal viu adentrar o quarto um enorme percevejo, que devia ter cerca de um metro de altura, e quase não conseguiu passar pela janela devido á sua absurda largura. Junto com ele, entrou no quarto um turbilhão de percevejos pequenos, que voaram rapidamente para cima de Robson e Elizabeth, imobilizados pelo pavor. E essa foi a última cena que Robson e Elizabeth viram antes de serem avidamente devorados pelo enorme percevejo-mãe, que, satisfeito com a lauta refeição, pôde voltar ao seu descanso no subterrâneo da cidade, sua toca desde tempos imemoriais.
Escrito por Morgana de Avalon às 23h49
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